Portais

Einstein

 

 

 

 

 

 

 

 

   Conceito Artístico:

 

Óleo 11 – Portais ( de Einstein [1879-1955]  )

 – 2009 - ( 60 x 60 cm )

 

   Conceito Científico:

 

  “ Vivemos num Universo misterioso e fascinante! – exclamou o Dr. Klein com profundidade, e deixou-se levar pela beleza do céu nocturno, inundado de estrelas brilhantes, que assistiam do lado de fora da janela.

    – Enquanto permanecemos aqui isolados neste nosso cantinho do nosso humilde planeta, rendemo-nos aos encantos do Universo e à sabedoria da Natureza. E como seus discípulos fiéis que somos, tentamos, a todo o custo, acompanhar a inteligência do Universo que nos envolve.

     Se a Natureza nos pudesse observar com consciência, o que diria ela dos nossos avanços?! … Será que estamos a aprender bem a lição?!

     Efectivamente uma Teoria completa da Natureza requer um grande esforço por parte dos seres humanos… mas os humanos deduzem que os acontecimentos não são desprovidos de relação e explicação, por isso, parece-me que estão no bom caminho…

     Esta seria a mensagem que gostaríamos que a Natureza nos enviasse!

     E assim continuam os Homens, incessantes na sua busca, incansáveis na sua procura de uma Teoria para o Cosmos!

     O objectivo actual da Ciência consiste em criar uma unificação entre todas as partículas e forças, englobando-as e descrevendo-as numa equação comum.

     Uma Teoria Unificada teria a capacidade de nos dar uma compreensão plena dos acontecimentos que nos rodeiam, do nosso Universo, e até da nossa própria existência!

     Uma formulação de uma Grande Teoria Unificada relacionará propriedades diferentes da realidade, fundindo-as numa só. E já não teremos de mudar de teoria para abordar problemas diferentes. O seu domínio e poder de aplicação seria Universal.

     Uma teoria assim tão elegante, seria uma autêntica obra de arte!

     Somente e apenas alguns grandes pensadores, guiados por uma compreensão muito profunda, colocam o problema fundamental da estrutura do Universo no centro do seu pensamento. E com isso em mente, pretendem conhecer tudo. Esses são os verdadeiros saqueadores do conhecimento.”.

– ‘A Viagem no Tempo - 21 Soluções para 21 Questões da Física do séc. XXI’ – Vol. I – C. P. Fournier

 

     Entre esses grandes pensadores encontra-se, naturalmente, uma personagem ímpar que quase não necessita de apresentações, e uma excepção na História da Ciência …

     Nem sempre a vida se apresenta à nossa frente com um sorriso. Para o jovem Albert Einstein, estava longe de ser evidente que este seria considerado como o maior físico de sempre da História da Humanidade desde Isaac Newton. Na verdade, pode dizer-se que o desenvolvimento inicial de Einstein foi relativamente lento. Foi lento a começar a falar, a ler e a aprender. Nada faria prever que este jovem estava destinado a marcar o nascimento de uma nova era. Parecia destinado a tudo menos à grandeza.

     Os seus familiares consideravam-no como um distraído, mas não necessariamente pouco inteligente. No entanto, os professores viam-no como um arrogante, desobediente, snob e irreverente. Tendo sido por isso expulso do liceu; considerado pelos seus tutores que: “a sua atitude nas aulas é atentória da coesão e afecta os demais alunos.”.

     O que é facto, é que Einstein não revelava qualquer respeito ou simpatia pelo sistema autoritário e intimidador incutido nos colégios. Queixava-se porque “tinha de se amontoar a matéria toda na cabeça, quer se gostasse, quer não.”. Como alternativa preferira passar longas horas a ler livros da sua preferência, obras cada vez mais técnicas e da sua escolha pessoal, que incidiam sobre os trabalhos dos grandes cientistas da época, nomes tão conhecidos como: Faraday; Maxwell; Clausius; Planck e Curie. Sobre esses assuntos sentia-se profundamente fascinado, pois desta forma era-lhe permitido privilegiar a sua mente curiosa, deixando para trás as tarefas impostas pelos professores, negligenciando os trabalhos de casa e faltando constantemente a muitas aulas.

     Apesar de ter nascido em Ulm, no Sul da Alemanha, contingências da vida levaram a que os seus pais tivessem de se mudar para Milão. A oficina de engenharia do seu pai enfrentara mais uma falência, mas Herman Einstein nunca baixara os braços, em vez disso, fazia sempre as malas e ia para outro lado começar de novo.

     Quando algumas semanas mais tarde o jovem Albert apareceu em casa com a carta de expulsão do liceu, os seus pais ficaram chocados. Sem o diploma, o filho não teria qualquer hipótese de ingressar nos empregos mais bem pagos, fossem eles nas forças armadas, nos correios ou nos caminhos-de-ferro. Pior ainda, mesmo a sua crescente ambição de se tornar professor de Física do ensino secundário corria o risco de não se concretizar, devido o facto de a maioria das melhores universidades nunca vir a aceitar um desistente do secundário. A única excepção talvez fosse o famoso Instituto Federal de Tecnologia ( IFT ), numa cidade próxima de Zurique, na Suíça. Os regulamentos do instituto permitiam a inscrição de qualquer estudante, desde que se concluísse o dificílimo exame de admissão. Einstein decidiu arriscar, mas foi vítima do seu excesso de confiança. Obteve apenas bons resultados nas componentes de Física e Matemática mas teve resultados tão fracos em Botânica, Zoologia e Línguas Modernas que reprovou no exame. Mais tarde assumiria: “foi da minha inteira responsabilidade por não me ter preparado minimamente.”. Recuperou forças e preparou-se para uma segunda tentativa para o exame de admissão e conseguiu!

     Einstein ficou agradavelmente surpreendido com o sistema educativo suíço e absolutamente maravilhado com o sistema liberal de ensino do Instituto Politécnico. Longe da intolerância alemã; seguro de si; deslocava-se agora com um ritmo quase alucinado de um espírito ansioso e inquieto que mais parecia pretender abarcar o mundo e o universo inteiro. Foi também nesta altura que começou a fazer as primeiras perguntas acerca da velocidade da luz …

     Completados os estudos, obtivera uma boa média no IST, como tal, teria todo o direito a esperar por um lugar de docência neste instituto. Contudo, o convite nunca aconteceu. Só mais tarde veio a descobrir o porquê. Infelizmente, certos professores garantiram com que Einstein nunca viesse a ter qualquer hipótese de emprego, escrevendo cartas de recomendação bastante desagradáveis acerca do seu comportamento, atitude e qualidades intelectuais.

     Para piorar as coisas, Einstein apaixonara-se durante a sua formação no IST por uma jovem sérvia - Mileva - cujo relacionamento os pais desaprovavam veementemente. Para este aprendiz a cientista, a entrada no novo século apresentava-se difícil e sem esperanças. Nas suas próprias palavras: “ Fui subitamente abandonado por todos, considerado um pária, desconsiderado e mal-amado.”.

      Estávamos em 1902, e este ano representou o ponto mais baixo da sua vida. Estudante a preparar o doutoramento, foi rejeitado por todas as universidades às quais se candidatou como professor. Sozinho e desempregado, chegara também a notícia de que a jovem Mileva estava grávida. Sem alternativa, acabou por aceitar trabalhos provisórios, considerando a hipótese de vir a tornar-se vendedor para ganhar a vida.

     Quando o seu pai morreu, manifestou em cartas depressivas que sentia-se envergonhado por ele ter morrido a pensar que o seu filho era um falhado. No entanto, mais para o final do ano, a sorte deste ‘falhado’ iria começar a mudar.

     Um amigo arranjou-lhe um emprego na Repartição de Registo de Patentes na Suíça. Este novo posto de trabalho permitia a Einstein analisar o conteúdo de todas estas novas patentes, novas ideias e recentes descobertas. Depois, na sua secretária, passava horas a fio a reflectir sobre problemas de Física que sempre o intrigaram. Gostava do trabalho, e aí permaneceu durante sete anos. Foi neste cenário que construiu as suas ideias mais fundamentais.

     Tendo se naturalizado suíço e prescindido da nacionalização alemã desde cedo, de modo a evitar o cumprimento do serviço militar; curiosamente, o acontecimento chave dá-se em 1905, quando numa revista de Física alemã, intitulada Anais da Física ( Annalen der Physik ), surgem alguns artigos escritos por um jovem burocrata suíço, sem afiliações universitárias ou acesso a qualquer laboratório, cuja fonte de consulta bibliográfica limitava-se a um consultório de registo de patentes, e onde são apresentados e desenvolvidos alguns ensaios que viriam a ser considerados como, pelo menos, entre os maiores avanços de toda a História da Física.

     A contribuição destes artigos para esta revista começara já em 1900, logo após a sua formação, mas os seus três ensaios de 1905 revelavam uma explosão de criatividade estonteante e viriam a tornar-se numa autêntica revelação sem precedentes! As descobertas que apresentou foram esboçadas durante um curto espaço de tempo. Um frenesim de quatro meses, um desabrochar constante de novas ideias agora claramente consolidadas que teve de as confidenciar por carta ao seu amigo pessoal e companheiro filosófico: Conrad Habicht. Numa carta histórica, o primeiro artigo referia-se ao Efeito Fotoeléctrico, baseando-se na teoria quântica de Planck, analisava e associava o comportamento da luz com os electrões e esta descoberta permitiu clarificar a própria natureza da luz; O segundo artigo estudava o comportamento de pequenas partículas flutuantes num líquido, um comportamento que ficou conhecido como Movimento Browniano e uma prova experimental de que os átomos realmente existem; o terceiro artigo esboçava uma teoria específica para a Relatividade Restrita …

     Se pelo seu primeiro artigo Einstein foi galardoado com o prémio Nobel; pelo segundo estabeleceu uma revolução na mentalidade e conceito da estrutura atómica da matéria; já pelo seu terceiro artigo, digamos que, este pura e simplesmente mudou o mundo e a maneira como vemos o Universo!

     O artigo intitulava-se ”Sobre a Electrodinâmica dos Corpos em Movimento” e foi um dos ensaios científicos mais extraordinários alguma vez publicados, tanto pela forma como foi apresentado como por aquilo que continha. Não incluía notas de rodapé nem citações, o conteúdo matemático era praticamente inexistente, não fazia referência a qualquer trabalho que o pudesse ter influenciado ou que o tivesse precedido, e mencionava um agradecimento apenas para uma única pessoa, um colega do registo de patentes. De acordo com estas descrições parecia que Einstein tinha chegado às suas conclusões apenas por mero raciocínio lógico, sem qualquer ajuda de qualquer tipo e sem quaisquer opiniões de outras pessoas. E o mais espantoso é que foi exactamente isso que aconteceu. Einstein trabalhou sempre sozinho!

     Qual foi o segredo deste génio? Talvez uma explicação simples consista na sua capacidade de pensar em termos de imagens físicas. Einstein não só pensava em termos de Física mas enquadrava esses conceitos e processos na forma de imagens. Uma vez mais, a sua teoria inicial não incluía quaisquer conceitos matemáticos. Até mesmo a sua célebre fórmula E=m.c2 só seria apresentada num artigo posterior. No entendimento deste cientista, uma teoria física que não pudesse ser explicada a uma criança, seria provavelmente inútil. A essência de uma teoria tem necessariamente de ser captada por uma imagem física. Assim, contestava a Matemática pura, manifestando a sua opinião de que muitos físicos perdem-se num emaranhado matemático que não leva a lado nenhum. Einstein chegaria mesmo a comentar algum tempo mais tarde que: “ Desde que os matemáticos se apoderaram da minha Teoria da Relatividade que já nem eu a entendo.”. A importância da Matemática para Einstein viria muito tempo depois.

      Eternamente fascinado pelas suas teorias de campo, foi este novo conceito que lhe permitiu alargar os horizontes e estimular a sua mente. Escreveria então: “ Apareceu um novo conceito na Física, o mais importante desde a época de Newton: o campo. Foi necessária muita imaginação científica para perceber que o que é essencial para a descrição dos fenómenos físicos não são as cargas nem as partículas, mas o campo situado no espaço entre as cargas e as partículas.”.

     Este novo conceito era um salto conceptual para a época e marcava uma ruptura com as teorias dos pensadores mais tradicionais. Uma imaginação visual que lhe permitia desafiar o conhecimento convencional e fundamentar a sua própria teoria. Com esta nova visão, a Física estaria destinada a atravessar por uma nova era e por uma nova revolução.

     Concluído e publicado o seu trabalho, aguardava agora por reacções, opiniões e críticas … mas nada … absolutamente nada. Nenhuma referência ou comentário ao seu trabalho foi manifestada! Apenas um silêncio gélido e implacável.

     Por norma, os físicos não prestam muita atenção a cientistas desconhecidos e, muito menos, a descobertas feitas por empregados suíços de registo de patentes. Apesar do seu importante conteúdo e de informações úteis, os artigos de Einstein não causaram grande interesse. Bem, na verdade, este aspirante a cientista tinha-

-se limitado a tentar resolver apenas alguns dos vários problemas mais profundos da Física e os maiores mistérios do Universo considerados até então!

     Mas, aparentemente, parece que os cientistas não se sentem particularmente atraídos por novas ideias sempre que estas se revelam demasiado originais.

     Não sabemos ao certo o que lhe terá passado pelo pensamento mas estava muito longe de se dar por vencido. Retornou ao seu escritório de patentes e continuou a pensar.

     Einstein esperava que esta série de ensaios publicada numa revista conceituada o tirasse da obscuridade. Sendo um simples examinador de patentes de terceira categoria, ansiava por algum reconhecimento académico. Um ensaio de habilitação que a seus olhos seria considerado como a sua própria tese de doutoramento, e por isso sonhava que este esforço fosse recompensado e que surgisse alguma oportunidade para um cargo académico numa universidade.

     Embora nunca tivesse deixado de acreditar no seu trabalho, não estava a contar com esta reacção pública. Parecia que ninguém tinha lido ou dado qualquer importância aos seus artigos. Estes continuavam na mais completa escuridão! Parecia … mas não foi bem assim. Os artigos de Einstein não passaram completamente despercebidos. A verdade é que, um pequeno, mas respeitável grupo de físicos debruçou-se de imediato sobre os seus artigos. Entre eles encontrava-se aquele que viria a tornar-se no seu admirador mais importante. Assim, alguns meses mais tarde, o primeiro contacto finalmente chegou, e veio de Max Planck, o maior físico teórico da época e talvez a única pessoa que pudesse ter compreendido e alcançado a importância daquele conteúdo e a dimensão de tal teoria.

     Há que recordar que com as descobertas introduzidas no séc. XVIII por Isaac Newton pensava-se que os principais alicerces da Física Clássica já haviam ficado estabelecidos. E que todos os desenvolvimentos decorridos no séc. XIX seriam apenas contínuos desenvolvimentos desses mesmos princípios. Depois, um experimentalista inglês, Michael Faraday, haveria de descobrir sozinho as propriedades dos campos eléctricos e magnéticos. À grande importância da Mecânica na Física, era então associado outra grande área: o(s) Campo(s). No início do séc. XX voltaria a ser comentado que não haveria mais nada de importante para ser descoberto na Física. Nas palavras de Lord Kelvin: “Actualmente, não há nada de novo para ser descoberto na Física. (…) O que resta é apenas uma medição cada vez mais precisa.”. Dadas estas condicionantes e pensamento da época, Max Planck teria ficado algum tempo indeciso se haveria de enveredar pela Física ou pela Matemática. Não obstante, optaria pela Física.

     Após examinar minuciosamente os artigos de Einstein, o da relatividade foi o que chamou mais a sua atenção. Assim, após este ter sido publicado, Planck daria a primeira aula sobre Relatividade na Universidade de Berlim. Tendo sido, por isso, o primeiro físico a expandir a Teoria de Einstein. Em 1906, Planck teria mesmo escrito um artigo que apresentava argumentos a favor desta teoria, nomeadamente, por esta se basear no princípio de acção mínima. Os artigos de Planck não só contribuíram para desenvolver a Teoria da Relatividade, como também ajudaram a legitimá-la entre os físicos teóricos.

     O agora orgulhoso examinador de patentes depressa estaria a trocar cartas com o eminente professor. Nessas cartas, Planck mencionara que esperava ir a Berna no ano seguinte para conhecer pessoalmente o professor Einstein. Planck acabou por não poder ir a Berna mas enviou o seu principal assistente, Max Laue. Quando Laue se preparava para o visitar, no Verão de 1907, ficou duplamente surpreendido ao descobrir que Einstein não trabalhava na Universidade de Berna, mas sim num gabinete de um registo de patentes, no terceiro andar do prédio dos Correios e Telégrafos. Quando chegou ao edifício, cruzou por acaso com Einstein, mas ignorou-o. Nunca esperaria que aquele simples rapaz fosse o pai da Teoria da Relatividade. Passado algum tempo, Einstein passaria novamente na recepção e parecia estar à procura de alguém. Sem mais ninguém no hall, só então se deram conta de quem era quem. De facto, Laue ficaria tão inesperadamente impressionado com o domínio de conhecimento que Einstein possuía, mas ficaria ainda mais surpreendido ao saber que Einstein passava oito horas por dia, seis dias por semana, sentado numa secretária do gabinete de patentes, a cumprir o seu horário de trabalho.

     Caminhando como um génio solitário, longe das influências dos colegas académicos e suas teorias, num isolamento glorioso, que poderá ter trazido algumas desvantagens mas certamente também trouxe as suas vantagens para as suas investigações. Só talvez nestas circunstâncias pudesse ter emergido a Teoria mais revolucionária de todos os tempos.

     Todavia, todo o interesse apresentado a público por Laue e Planck acerca dos artigos de Einstein - considerando-os como importantes descobertas e relevantes desenvolvimentos para o séc. XX - não lhe trouxeram de imediato o devido reconhecimento e as tão desejadas ofertas de trabalho numa universidade. Enfim, a História está repleta de histórias. Mas tudo viria, a seu tempo.

     O mundo só viria a conhecer e a redescobrir este cientista em 1919. Imediatamente surgiu a ideia de que as suas teorias da relatividade talvez fossem demasiado abstractas e impossíveis de serem compreendidas pelo comum dos mortais. Não obstante, a New York Times decidiu publicar um artigo sobre o tema mas, acaso do destino, coincidência ou não, foi enviado um jornalista desportivo para formalizar a entrevista. Escusado será dizer que este entrevistador estava completamente fora do seu domínio e, portanto, não conseguiu compreender quase nada das informações que apontava no seu relatório. Citando e acrescentando informações irreais, por exemplo, que Einstein teria encontrado um editor decidido a apostar na publicação de um livro que só uma dúzia de homens no mundo inteiro podia compreender. Não existia tal livro, nem tal editor. Mas a ideia pegou e Einstein tornou-se no físico mais popular da História.

      Com o seu cachimbo, o seu ar de génio modesto e o cabelo no ar, Einstein viria a referir alguns anos mais tarde, em 1922, após ter ganho o prémio Nobel pelo Efeito Fotoeléctrico, que esta descoberta teria sido: “A minha única contribuição revolucionária!”. Lamentavelmente, e mesmo após terem sido apresentadas provas experimentais, aquele que é hoje conhecido como um dos maiores génios da História da Humanidade, mundialmente reconhecido e associado à sua Teoria da Relatividade, a verdade é que, Einstein nunca seria presenteado com o prémio Nobel da Física pela sua formulação da Teoria da Relatividade Geral!

     Muitas vezes lê-se que Einstein desperdiçou a segunda metade da sua vida, que não produziu mais nada de interessante ou de original. Uma vez revelada uma teoria tão importante como a Teoria da Relatividade, nada do que lhe pudesse suceder poderia ser de carácter menor ou de dimensão inferior.

     Não existe desejo maior para um génio do que terminar o seu trabalho. Mas podemos imaginar a grande pressão a que estaria sujeito, ao não conseguir concluir a tempo os pormenores da sua Teoria Final. Talvez não tivéssemos compreendido a mensagem que ele pretendia nos transmitir … e ainda não sabia como: “Podemos olhar para a matéria como as regiões do espaço onde o campo é extremamente forte (…) o campo é a única realidade.” - Albert Einstein - 1938.

     O conceito de Relatividade trouxe-nos uma nova designação para um Tempo que não tem um padrão absoluto; e uma descrição única em quatro dimensões para um campo de espaço-tempo definido por termos puramente abstractos. Este campo contém todas as perspectivas possíveis de todos os observadores como aspectos da verdade; e neste, as diferentes perspectivas individuais contribuem para uma descrição abstracta e complexa do todo. Somente numa perspectiva privilegiada poder-se-á ter uma visão divina deste conjunto.

 

 

   Conceito Literário:

 

“ Não possuo qualquer talento especial.

Sou apenas extremamente curioso.”

ALBERT EINSTEIN

 

‘Não existem mentes brilhantes.

 Existem apenas mentes dedicadas e apaixonadas.’

 C. P. FOURNIER

 

“ A imaginação é mais importante que o conhecimento (…)

O conhecimento vem, mas a sabedoria tarda.”

ALBERT EINSTEIN

“ Não sei porque todos me adoram

se ninguém compreende as minhas ideias.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ Pinta-se com o cérebro e não com as mãos.”

MIGUEL ÂNGELO

 

“ O talento é um título de responsabilidade.”

CHARLES DE GAULLE

 

“ Penso noventa e nove vezes e nada descubro,

deixo de pensar,

mergulho em profundo silêncio

 … e eis que a verdade se me revela.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ Oiço e esqueço;

Vejo e lembro-me;

Faço e compreendo.”

CONFÚCIO

 

“ Quando a alma está preparada, o professor aparece.”

AXIOMA

 

“ Não o podes alcançar pelo uso do pensamento.

Não o podes buscar pelo não uso do pensamento.”

BUDISMO ZEN

 

“ Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente

 até onde os outros foram.”

ALEXANDRE BELL

 

“ O verdadeiro sinal da inteligência não vem do conhecimento,

mas sim da imaginação.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério.

Essa é a fonte de toda a arte e da verdadeira ciência.”

ALBERT EINSTEIN

 

A mente que se abre a uma nova ideia

jamais voltará ao seu tamanho original.”

ALBERT EINSTEIN

“ A personalidade criadora deve pensar e julgar por si mesma.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ O segredo da criatividade consiste em saber esconder as suas fontes.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ Deus não joga aos dados com o Universo.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ Triste época! É mais desintegrar um átomo do que um preconceito.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ É um milagre que a curiosidade sobreviva à educação formal.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ Duas coisas são infinitas: O Universo e a estupidez humana.

Mas no que diz respeito ao Universo ainda não tenho a certeza absoluta.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ A única fonte de conhecimento reside na experiência.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ É a teoria que decide o que podemos observar.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ Concentre-se em conhecer e não em acreditar.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ A imaginação é mais importante que a ciência. Porque a ciência é limitada, enquanto que a imaginação envolve o Universo inteiro.”

ALBERT EINSTEIN

 

“ Há duas formas de vivermos a vida:

Uma, é acreditando que não existem milagres;

A outra, é acreditando que todas as coisas são um milagre.”

ALBERT EINSTEIN