Amor (Im)Perfeito

Van Gogh

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Conceito Artístico:

 

Óleo 15 – Amor (Im)Perfeito  ( de Van Gogh  [1853-1890] )

 – 2009 - ( 20 x 60 cm )

 

 

   Conceito Científico:

 

     Desde cedo os nossos genes têm uma extrema importância em muitos aspectos da nossa vida, no entanto, o desenvolvimento de um potencial criativo depende não só dos nossos genes, mas também da interacção com o meio ambiente. Isto significa que o desenvolvimento das nossas habilidades e capacidades genéticas pode ser desenvolvido. Em teoria, a inteligência criativa pode ser aplicada e desenvolvida desde muito cedo, contudo, várias imposições sociais podem enfraquecer e manipular as tímidas bases de uma mente criativa.

     É a criatividade que está na origem das nossas ideias, sem ela, nada de novo seria possível. Apesar de serem os alicerces da criatividade responsáveis por toda a evolução e por trazem sempre algo de novo … não trazem necessariamente sempre algo de bom …

     Para tentarmos averiguar o que é que se passa na mente de um criador, podemos recorrer a um génio da pintura: Vincent Van Gogh. Até ao presente momento ninguém conseguiu definir qual o estado de alma deste pintor impressionista; uma mente bipolar que vacilava entre momentos depressivos em que sofria estranhas perturbações físicas e alucinações e momentos de explosões criativas. Em oito anos apenas, Van Gogh captou com o olhar e transpôs para as telas centenas de óleos. Infelizmente ignorado e nunca reconhecido, também o autor das obras-primas não valorizava o seu trabalho. O destino conduziu-lhe ao suicídio.

     Existe um estereótipo que relaciona a criatividade com a loucura. Aristóteles dizia que ‘não existe um génio sem um toque de loucura’.

     Edgar Allan Poe, um escritor tão afortunado na sua literatura mas ingloriado na sua vida e desafortunado na sua saúde mental padecia de uma criatividade excêntrica, considerando ele próprio que ‘Nunca estive realmente louco.’.

     Resultados de investigações corroboram a associação entre génio e loucura. As criações podem parecer algo de transcendente, mas não é forçoso que as pessoas criativas ou extremamente inteligentes tenham necessariamente uma perturbação mental. É sempre possível ter-se uma perfeita saúde e simplesmente ocorrer-nos uma boa ideia.

     Infelizmente, o maior inconveniente de se ter uma boa ideia reside na trágica aceitação que poderá advir por parte dos nossos pares. Fundamentalmente, são as crenças que distorcem com imensa facilidade o senso comum, cegando por completo o raciocínio lógico.

     Por exemplo, actualmente é-nos óbvia a existência do coração humano, mas nem sempre foi assim. Foi William Harvey, em 1628, quem olhou para o coração pela primeira vez, vendo algo de novo. Para este médico, o coração parecia uma bomba no centro de um sistema circulatório fechado. Considerando este órgão como o principal responsável pela circulação sanguínea, em vez do cérebro, acrescentando que até seria possível ouvirmos um som, a pulsação do peito.

     Não será necessário acrescentar que a sua proposta e o seu ‘ingénuo’ conceito foi considerado ridículo pelos seus colegas médicos.

     Se temos um escritor a olhar para uma página em branco; um físico perante um quadro negro; ou um pintor perante uma nova tela … o que é que ocorre nos seus cérebros, que neurotransmissores e hormonas são activados e processados?

     Se uma mente possui poderes e capacidades excepcionais considera-se que é uma questão biológica, que nesse organismo os níveis de serotonina e dopamina são superiores à média, ou então, muito simplesmente,  ‘Talvez os únicos limites da mente humana sejam aqueles em que acreditamos’. – Willis Harman-.

 

 

    Conceito Literário:

 

“O amor é eterno, a sua manifestação pode modificar-se,

mas nunca a sua essência …”

VINCENT VAN GOGH

 

“ A alma aguarda a outra metade de si própria

 da qual foi separada.”

PLATÃO

 

“ Onde há muito sentimento há muita dor.”

LEONARDO DA VINCI

 

“ Aquele que se perde na sua paixão, perdeu menos do que aquele

que perdeu a sua paixão.”

KIERKEGAARD

 

“ O amor é uma loucura feita a dois.”

NAPOLEÃO BONAPARTE

 

“ Há sempre loucura no amor.

Mas há sempre um pouco de razão na loucura.”

NIETZSCHE

 

“ … mas porque amo, e amo-a por isso, porque quem ama nunca sabe o que ama, nem sabe porque ama, nem o que é amar … Amar é a eterna inocência, e a única inocência é não pensar.”

FERNANDO PESSOA

 

“ Atrais-me, mas não tens força para me prender.”

NIETZSCHE

 

“ O amor vive e morre nos olhos.”

SHAKESPEARE